Tarquínio Barbosa de Oliveira
sexta-feira, 8 de maio de 2009
ALMOÇO OU JANTAR
"A semântica do século XVIII era diversa, embora os hábitos fossem praticamente iguais. O almoço se chamava jantar, e o jantar se chamava ceia. O mesmo fenômeno ocorreu no francês, língua em que o dejeuner (desjejum) subiu para o sol do meio-dia, e o diner (almoço) passou a significar o nosso jantar ou janta atuais. Vê-se que o atraso do relógio não foi apenas mineiro ou brasileiro... Assim, quando em Vila Rica, Cláudio Manuel da Costa reunia os seus amigos Tomás Antônio Gonzaga e Alvarenga Peixoto para um jantar inconfidente, precisamos entender que o fazia na hora máxima do sol e não às ave-marias, porque o almoço de então ainda tinha sentido árabe de mordidela, café da manhã, ou refeição leve da primeira hora diurna. E neste caso, não tomavam café – cujo reinado apenas nascia. O desjejum era provavelmente cometido ao chocolate, como vemos no documento nutricional de outro inconfidente, preso na Cadeia, Vicente Vieira da Mota, dois anos mais tarde".
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