segunda-feira, 1 de novembro de 2010

LÚCIO COSTA E A HUMILDADE

"Sem vaidades evidentes, o desapego lhe permitia ter a bainha da calça feita com grampeador. A simplicidade era condição que o autorizava a trabalhar num canto absurdamente apinhado de papéis, livros e caixas e dirigir, já no fim da vida, um Fusca com um rombo no assoalho. Não que Lucio desconhecesse a importância de suas ideias na construção da arquitetura e do urbanismo brasileiros, um dos mais refinados intelectuais a escrever e pensar em português (e francês). Modesto, até os anos 1980 ele se referia à capital como 'Brasília, cidade inventada'. Ante o sumiço de seu nome, apagado pela notoriedade de Niemeyer, embora não cultivasse mágoa, passou a usar outra definição: 'Brasília, cidade que inventei'".


In: Especial Brasília 50 anos: "Era um rabisco e pulsava". http://onibusrmtca.blogspot.com. Consultado em 01/11/2010.